Noite 16: Poesia
A poesia caipira, talvez seja a que mais revela uma ligação ancestral em comum a todas as etnias, quase que como o próprio berço da humanidade.
30 DIAS DRUÍDICOS
A poesia caipira, talvez seja a que mais revela uma ligação ancestral em comum a todas as etnias, quase que como o próprio berço da humanidade.
Enquanto que o urbano, abestado pelas métricas industriais, coloca a poesia em formas, fórmulas e regras linguísticas complexas. Em especial no português temos esse refinamento poético sobre a poesia expressar somente sua própria beleza linguística formalista, academista e cientificizada.
O campesino usa a mesma complexidade linguística como ferramenta para expressar seu amor à Natureza. A poesia caipira busca a rima, mas além da fonética, se busca uma rima conceitual, simbólica e pragmática!
Se conta que para um iniciado ser aceito como Bardo deveria escrever, recitar e agradar os Druidas numa Fogueira de Lua Cheia.
Tal como o trabalhador industrial se orgulha bem enformar a matéria-prima em função do conforto de si mesmo; O trabalhador rural se orgulha de desenformar a matéria-prima do ventre da Terra.
O trabalho em si é poético, em qualquer situação, fórmula ou nível de complicação. Ao Druida cabe reconhecer a Natureza de cada coisa, respeitar cada ocasião e às vezes não se importar com a lição.
A poesia da prosa tá no verso.
A poesia do verso tá na prosa.
A beleza da vida tá no causo.



Druir Ech Find
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