Noite 8: Divindades e Crença

Aviso, esse texto trata de uma vivência madura da espiritualidade. Não brinque com as egregoras sem conhecê-las e vivenciá-las. Se está num círculo respeite o Círculo, se dedique a ele. E somente depois, se ouvir o chamado e se sentir preparado, somente então, misture as coisas como eu faço aqui nestas reflexões da madrugada fria e solitária. Sem pressão, apenas sinta o chamado.

30 DIAS DRUÍDICOS

Druid Yann Mackenzie

6/5/20262 min read

Ilustração de Dagda, o Deus Bondoso, do Jaum em 2021
Ilustração de Dagda, o Deus Bondoso, do Jaum em 2021

Aviso, esse texto trata de uma vivência madura da espiritualidade. Não brinque com as egregoras sem conhecê-las e vivenciá-las. Se está num círculo respeite o Círculo, se dedique a ele. E somente depois, se ouvir o chamado e se sentir preparado, somente então, misture as coisas como eu faço aqui nestas reflexões da madrugada fria e solitária. Sem pressão, apenas sinta o chamado.

Um conceito muito interessante que aprendi com os padres da igreja católica trata sobre a Revelação de D´us.

Uma ideia alinhada com a espiritualidade dos povos originários em que se acredita que vamos amadurecendo, conhecendo D´us vamos nos distanciando Dele. Como uma ideia escondida no inconsciente, que vai amadurecendo e vai se revelando em sua perfeição. Porém, não existe exatidão e por tanto não existe perfeição, ou não temos capacidade de ver beleza na imperfeição de D´us.

Assim, tanto quando indivíduo como em coletivo vamos descobrindo D´us. Para uns é mais fácil falar sobre isso de forma muito centralizada e generalizada, para atender fins mais didáticos do que para tentar explicar uma realidade cientificista sobre a vida.

Já para outras pessoas tudo se explica melhor pelo aprofundamento de sua especificidade individual, mesmo que no contexto coletivo. Isso significa que o Politeísmo não anula o Monoteísmo, nem vice-versa, mas são fórmulas didáticas para filosofar sobre as coisas e lidar melhor com as naturalidades da Vida.

Observem mesmo nas religiões monoteístas ainda assim encontramos “ajudantes” do Todo Poderoso, Onipotente e Onipresente, para que assim ele seja. Então temos Anjos, Santos e outras tentativas de explicar o Mistério da Fé.

Voltando ao Druidismo, aprendi que devemos agir como Politeístas fora dos nossos círculos, vivenciando de fato o contexto em que estamos inseridos, reconhecendo o D’us do outro como um igual ao meu D´us; atendo as similaridades e coisas que ainda não conhecemos. Já nos círculos druídicas, rodas de sábios e assembleias-da-fogueira nossa prática deve baseada no Monoteísmo, pois nosso caminho druídico é Único, mesmo que com muitos Deuses, Elementais e Encantados auxiliando nossos ofícios.

O ponto central é existem muitos caminhos, mas um único Fim. E não importa se é Um D´us ou Vários, se eles ajudantes ou amigos ou inimigos. Fato é que nenhuma divindade pode ocupar o seu lugar. Um Druida deve fazer sua parte.

Que meus Ancestrais testemunhem a meu favor!

Que o Cavalo Branco aceite minhas oferendas!

Que o Sagrado Masculino reforce o Ofício Druida!

Druir Ech Find

cavalo3branco@gmail.com

Selo Druir Ech Find
Selo Druir Ech Find